UM APOCALIPSE IMPREVISTO

Este é o primeiro texto do projeto APOCALIPSE IMPREVISTO. Criação de Fabricio Alves, no caso,  eu mesmo.

Já avisando que, por hora, não vai ter nada demais. ¯\_(ツ)_/¯

 

Num ano pândemico, atípico e turbulento muita coisa aconteceu.

Por mais impactante que possa parecer o nome deste projeto. Historicamente, mais do que fogo, dor, vingança e condenação, a palavra apocalipse, provém do grego, na combinação de outras duas palavras que formam o substantivo feminino apokálypsis que quer dizer “revelação”.

Em algum momento todos nós na vida temos inúmeras revelações. De quem somos, o meio que vivemos, quem são as pessoas a nossa volta e como cada parte deste todo impactam em nossos destinos. De como o tempo pode contribuir, como também pode minguar.

Este primeiro texto tem essa função quase de quebra. Estava há tempos sem escrever nada, na correria de dar conta de casa, trabalho, família, namorado, amigos, enfim, uma leva quereres e interpéries que quando se percebe, já está sufocado demais pra projetar alguma coisa.

A contra gosto (e inevitavelmente), o nosso apocalipse imprevisto é o persona non grata de um vírus que se espalhou rapidamente pelo mundo, invisível, relativizado e desacreditado.

O corona vírus como todos sabemos começou lá na grande potência China e casou geral. Mudou a rotina, colocou em dúvida muitas coisas que já pareciam ter respostas, gerou discussões políticas, expôs dezenas de deficiências sociais, enfiou uma máscara na fuça de todo mundo e passamos a nos sentir estranho ao passar álcool em gel em saco de carne moída.

Essa temporada dentro de casa nos obrigou a nos reinvetarmos, pois mesmo que indiretamente, tua vida pode ter continuado sem grandes mudanças, mas só porque ela não é sentida, não siginifica que não está acontecendo. A médio e a longo prazo, ninguém passará ileso.

Já pra mim, a quarentena teve uma cara de férias ultraprolongada, com nuances sabáticas, reflexiva e autoimersiva. A gente não sabe que precisa disso até começar. Me fez perder a noção do tempo de forma negativa e posisitva.

Este miniblog tornou-se possível exatamente aí.

O nome de ‘Apocalipse Imprevisto’ combina muito não só com o ano, mas com a frequência que entrei/entramos, pois assim como pudemos observar, não teve só Corona. Teve avião caindo e partindo ao meio, explosão em posto, explosão em depósito de fogos de artifício, sinais de uma imenente revolução racial, morte do Louro José, cobra naja mordendo traficante brasileiro em Brasília, enfim, teve de um tudo. Tudo dentro de um grande colapso que a cada hora se mostrava a que veio. Revelamos algumas verdades ou simplesmente passamos a admití-las, o que é um passo importante para mudanças mais profundas em nosso modo de pensar e agir com o que vier pela frente…

Inicialmente e ao que parece, precisamos despressionar cabeças confusas ou sobregarregadas. CALMA. isso não quer dizer que estarei aqui falando sobre métodos de reiki ou meditação. O meu método seria mais na base das porradas que a vida dá e nas incríveis (e nas ruins) experiências que ela proporciona, e acho que esse caminho muita gente também passa. Aqui tem voz a militância e pra quem tá se sentindo cansado dela, e até perdido no meio de tanta informação. Presunção de minha parte até achar que possamos enfrentar os monstros juntos? Talvez não.

Como disse no começo, ele ainda é mini. Mini porque ainda não terei muitos recursos pra expandi-lo (lê-se conhecimento técnico sobre edição e nem grana pra pagar alguém pra fazer e talvez tempo).

Mas dedicarei que, semanalmente (quinzenalmente, talvez, quando bater aquele preguicinha), um assunto aleatório será trazido, seja correlacionando com outras coisas como cinema, música ou uma atualidade, como também fazendo analogias desgastantes que podem te levar a lugar nenhum, mas pelo menos, desnuveia tua cabeça, né?

Vai ser uma parte de mim pro mundo, porque essa é a formula que mais e melhor me traduz: observar coisas que não sei como lidar e lapidar as habilidades no processo até conseguir.

Apocalipse imprevisto é o lado B, de um lugar conhecido, mas pouco visitado. Nem tão acadêmico, nem tão achismo. Nem tão céu, nem tão inferno. Um universo particular pra compartilharmos sobre dores e amores, tristezas e alegrias, importâncias e desinteresses, sobre decepção e esperança, sobre armadilhas e escapatórias. Enfim, tudo o que for possível também ser ingrediente daqui. Isso porque, no fim, tudo acaba mesmo, mas vale a passagem.

Frases antes do fim: só cresce quem caminha, pois a sabedoria é a estrada.

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